Fotos e texto por Guilherme Loureiro

Filho de italianos, Seu Argemiro plantou sua primeira muda de café no início dos anos 70. Um kilo de catuaí amarelo vindo da Colombia, que germiou 4mil mudas no coração da produção cafeeira do Brasil: Espírito Santo. Mas como toda boa história de sucesso, esta também precisou de tempo, muito esforço, dedicação e parceria. Em 1977, um temporal acabou com a lavoura, Argemiro, junto com seus filhos, precisou recomeçar do zero.

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Desde então, a família D’Agostine da Silva manteve a lavoura durante esses quase 40 anos produzindo apenas o café “cascado”, ou seja, o café comum. Mas tinham um sentimento de que podiam fazer mais daquela plantação. Foi apenas há dois anos que, em busca de aumentar o lucro da produção, Dornavil, filho de Argemiro, decidiu investir em beneficiar seu café. Em parceria com seus irmãos e sua esposa, Rita, a família descobriu o potencial do que tinham ali.

Cada etapa requer muita paciência e atenção. Sobre secagem, por exemplo, ele explica:

“Deve ser muito detalhada, muita calma para não estragar o café, enxugando devagarzinho, dia após dia engrossando ele. Não deixar esquentar muito nem secar rápido demais, e gastar de 12 ã 15 dias para secar.”

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O investimento é alto, ele assume, mas pela resposta do público, o retorno já começa a chegar. Hoje, de 300 sacas, aproximadamente 80 são de café especial.

Agora você esta prestes a receber um pouquinho dessa história na sua casa: um café de 87 pontos, de altíssima complexidade, com notas de mel, cural, papa de milho e nuances de especiarias. Aprecie com emoção!

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Gui-PERFIL

Gui é caçador e torrador de cafés. Gosta de café frutado. Tijucano que vive hoje na paz das Montanhas Capixabas.

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