Produtor de Arábica e Conilon Especial, o produtor do mês de abril nem sempre foi cafeicultor e largou a vida de dentista para se doar a uma paixão que já passa de pai para filha.

A vida na lavoura é dedicação exclusiva desde 1999 para o Luís Carlos Gomes, que destina seus esforços à cafeicultura na região de Rio Perdido em Santa Teresa, ES.

A família de sua esposa influenciou e apoiou muito a decisão de trabalhar no cultivo de café e foi com orientação do sogro e da sogra, que passaram toda sua experiência e muito estudo, que o Luís e sua esposa passaram a viver da cafeicultura e hoje já contam com a ajuda de uma das filhas.

Desde o início ele se propôs a tornar o café mais e mais especial e incomodado com o estigma de que o Espírito Santo produzia cafés de qualidade inferior, inclusive em se tratando de robusta, nunca mediu esforços para alcançar a excelência.

Hoje o Conilon produzido nas terras da família é considerado um dos melhores do Brasil e o arábica escolhido para nosso clube está bem elegante, o que comprova que essa família sabe fazer café especial de qualidade.

A Carol, filha do Luís Carlos, contou pra gente como vem contribuindo para melhorar a qualidade dos cafés da família:

“Estamos plantando algumas espécies de árvores nativas para poder sombrear o café e diminuir a incidência de luz solar. Tanto que em algumas regiões do norte por exemplo, o café chegou a queimar por conta da temperatura muito alta. As árvores nativas contribuem para criar um microclima e diminuir a temperatura dentro da lavoura, o que acaba amenizando inclusive o calor sofrido pelos trabalhadores. As espécies escolhidas foram: o Aderno, o Louro-Pardo, o Pau de Balsa e o Guapuruvu. (Carolina Gomes)”.

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O sombreamento na lavoura é apenas para conforto térmico e ajuda para que o café amadureça mais lentamente, melhorando a qualidade dos grãos que, tendo tempo de maturação natural, sem ser forçado por alta insolação, chega no seu auge de forma única. Contudo, Carol contou pra gente que não se pode intensificar demais esse sombreamento para que não acabe por interferir na produtividade da planta. Pois sombreamento em excesso diminui a produtividade. O interessante também dessas espécies nativas escolhidas é que no inverno por exemplo, as folhas caducam e caem e é quando a planta do café precisa de mais sol e ao mesmo tempo, as árvores florescem (como o Ipê), o que contribuirá para a polinização já que atrai bastante as abelhas.

Outro dado interessante sobre a região é ser pioneira na produção de café especial no Espírito Santo desde a década de 1960. Em 1963 por exemplo, um produtor desta região despolpou café na manivela e exportou para Dinamarca e Alemanha em navio à vapor. A família possui fotos das notas fiscais antigas que guardam com orgulho.

Já em 1999 o sogro do Luís Carlos começou a selecionar as plantas de Conilon com maiores grãos. Por volta dos anos 2000 o robusta especial da fazenda entrou numa exportação para a Rússia – total de 1.500 sacas da região.

E alguns anos depois, o primeiro Blend de arábica e conilon especial do Brasil incluía o conilon da Fazenda São Bento.


Entre para o clube!

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 Equipe Have a Coffee

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